Começou um ano novinho com as folhas limpinhas para serem preenchidas. É a oportunidade que temos de renovar conceitos, ideias, opiniões, posturas de vida. É a chance que temos de errar menos e acertar um pouco mais. É a opção que temos para fazermos novas escolhas que, a exemplo, deverão ser mais assertivas.
Precisamos rever o nosso Marketing Pessoal. Que tal nos questionar mais? Como exercício, quais os nossos pontos fortes e fracos? Ter uma atitude de melhoria contínua é um grande passo. Identificar os nossos valores dos quais não podemos abdicar. Fazer deles base para a nossa vida profissional.
Somos uma empresa que tem um serviço para vender a um determinado preço. Temos uma marca que é o nosso nome, um serviço que é o nosso trabalho e um preço que é o que o mercado está disposto a pagar. Podemos então aplicar a nós o marketing que uma empresa aplica aos seus produtos e serviços. Precisamos agregar valor. Temos que nos distinguir da concorrência. Devemos evitar a diferenciação pelo preço mais baixo. Procuremos introduzir uma mais-valia competitiva através de competências extras que nos diferem. Para isso devemos apostar na formação como melhoria contínua do nosso serviço. Que tal promover as nossas qualidades que vão suprir essa necessidade, e com isso façamo-nos pagar pelo preço justo.
Não esqueçamos que o contato pessoal é o nosso objetivo principal. O contato virtual é apenas uma preliminar. Um passo muito importante é passar da condição de participante a organizador. Num evento onde estão presentes muitas pessoas, é impossível conhecer todos os participantes, mas certamente todos os participantes conhecerão o organizador.
Feliz renovação pessoal em 2012
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terça-feira, 3 de janeiro de 2012
domingo, 21 de agosto de 2011
A saúde bucal também conta pontos para o seu marketing pessoal
Saúde bucal e sucesso profissional – O mercado é competitivo e voraz. Para se destacar e crescer em uma empresa, os funcionários precisam mostrar competência, desenvolver habilidades múltiplas, assumir responsabilidades e aprimorar seu marketing pessoal. Dessa forma, é por meio da aparência somada a outros aspectos que surgem melhores oportunidades e competências. O sorriso funciona como cartão de visitas pessoal e pode ser uma ferramenta para fechar novos negócios, atrair uma rede de network, conquistar novos cargos e até garantir oportunidades de emprego.
“O empregador seleciona funcionários com sorrisos que transpareçam saúde e limpeza, pois além da estética, o sorriso é também um sinal de sociabilidade e simpatia. Funcionários que trabalham com o sorriso no rosto são interpretados como indivíduos motivados e contentes com a sua função e com o seu ambiente de trabalho. Para isso, nada mais agradável que um sorriso limpo, uniforme e bem cuidado, analisa Dr. Armando. Não podemos negar que um sorriso mal cuidado pode limitar as possibilidades de cargos e atividades, principalmente aquelas que englobam contato com o público.
Benefício dentro da empresa – Conscientes de que os funcionários são o portfólio que representam a sua marca para o mercado, muitas empresas já trazem planos odontológicos na sua cartilha de benefícios. Este diferencial muitas vezes engloba não só ao funcionário, mas sim toda a sua família. Isso se traduz em empregado motivado – fator determinante para maior produtividade e menor absenteísmo – além de ser um incentivo fiscal para os gestores e empresários. Além do fato da própria empresa ganhar créditos e ser conhecida como uma ótima companhia para se trabalhar, com serviços de qualidades e preocupada com o consumidor e seus colaboradores.
Fonte: Dr. Armando Rodrigues Filho
Cirurgião Dentista e Diretor Executivo da Dentalpar; graduado em Odontologia pela Universidade de Santo Amaro (UNISA); especializado em Ortodontia e Pós-graduado em Administração de Empresas
Cirurgião Dentista e Diretor Executivo da Dentalpar; graduado em Odontologia pela Universidade de Santo Amaro (UNISA); especializado em Ortodontia e Pós-graduado em Administração de Empresas
Fonte da imagem: http://www.carolinasaran.com.br
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Marketing Pessoal, planejamento de carreira e empreendedorismo
Nosso país possui um grande contingente de jovens recém-formados que estão desempregados e com poucas perspectivas de crescimento, o que consiste em desperdício de recursos humanos e talentos. Qual a sua opinião sobre esse cenário?
Mario Persona - A formação acadêmica é ainda vista da forma como era vista quando eu era universitário, há uns 30 anos. Naquele tempo havia poucas universidades e poucos profissionais com curso superior. Em algumas profissões, o diploma universitário era garantia de emprego. Além disso, quem conseguia passar no vestibular precisava estar realmente preparado, pois o próprio ensino que antecedia o curso superior criava filtros bastante eficazes de retenção dos menos preparados. O curso superior, por todas as dificuldades do acesso, era algo reservado a poucos, e muitas universidades tinham seus principais cursos de tempo integral, impedindo o universitário de trabalhar e estudar.
Hoje, faculdade virou commodity. Há um excesso de vagas e, dependendo de onde você decida estudar, a dificuldade de passar em um vestibular quase não existe. O número de opções também é grande, com faculdades funcionando à noite e algumas virtualmente. Então diploma, que todo mundo acaba conseguindo de um jeito ou de outro, já não é garantia de emprego. É condição necessária para competir no mercado, mas não é mais suficiente. Qualificação, sim, é o que a maioria dos recém formados por aí precisa conseguir urgente.
Acho que o que existe por aí não é um desperdício de talentos, pois muita gente que conseguiu se "formar" ainda não está realmente "formada" ou preparada para o mercado. O número de diplomados não representa necessariamente o número de talentos disponíveis ou preparados. Conheço pessoas com curso superior que jamais teriam saído do segundo grau se tivessem estudado há 40 anos, já que são incapazes até de escrever um parágrafo de texto sem erros. Qualquer empresário ou profissional de talentos humanos que esteja envolvido em seleção e contratação de pessoal irá concordar que o que existe não é desemprego, mas falta de qualificação.
Como fazer para ressaltar habilidades e competências pessoais, melhorando o marketing pessoal sem virar um marketeiro fajuto?
Mario Persona - É um equívoco pensar em marketing pessoal como propaganda pessoal. Existe o aspecto da propaganda, mas essa tem muito pouco valor no marketing pessoal pois o tiro tem maiores chances de sair pela culatra ou de acertar o próprio pé. Quando o profissional é ruim, pouco qualificado e incapaz de exercer qualquer função, o melhor é que ninguém saiba que ele existe até conseguir se qualificar. Se fizer uma boa propaganda de si mesmo nessas condições correrá o risco de ficar muito conhecido como um péssimo profissional.
Aí a coisa fica ainda mais complicada, pois se ele fosse um produto qualquer, como sabão em pó, poderia simplesmente criar uma nova marca, uma nova embalagem, e ser relançado no mercado com algo como "nova fórmula", ou como aqueles botecos que costumam colocar uma faixa "sob nova direção". Não dá para fazer o mesmo com pessoas. Se eu for um profissional incompetente e ficar conhecido por isso, como poderei tentar voltar ao mercado dizendo que agora tenho uma "nova fórmula" ou que estou "sob nova direção"?
O networking é importante não só para os negócios, mas também para aumentar a rede de contatos, o que vale tanto quanto um bom currículo. Qual é a sua dica para alguém que está com problemas em administrar a sua rede de contatos?
Mario Persona - Grande parte das contratações ocorre por indicação, não por anúncios em jornais. A referência é sempre uma ferramenta que garante um certo grau de segurança para quem contrata, daí a necessidade de se manter uma boa rede de relacionamentos. Porém é difícil criar uma rede artificial se o profissional é de convívio complicado. Comportamento e atitude são coisas que realmente criam networking.
Muita gente pensa que só consegue criar um bom networking ou rede de relacionamentos quem vai a todas as festas, toma todas as cervejas ou pratica todos os esportes. Não é bem assim. Você pode ser uma ostra em seu convívio, mas se as pessoas com as quais convive perceberem que você é leal, honesto, dedicado, empreendedor, habilidoso e cheio de outras qualidades, elas vão se lembrar disso quando chegar a hora. Hoje há grandes profissionais que eram verdadeiros nerds em seus tempos de estudante, mas que tiveram portas abertas tão logo saíram da faculdade, ou até antes, porque tinham uma conduta que deixava uma marca positiva por onde quer que passassem.
Muitos estudantes estão, neste exato momento, perdendo uma grande oportunidade de criar redes de relacionamento nas salas de aulas das universidades. Aquele colega ao lado pode ser, em um futuro muito próximo, seu cliente, empregador ou parceiro de negócios. A maneira de alguém se conduzir na sala de aula ajudará a criar sua marca pessoal - boa ou ruim - que será lembrada depois pelos colegas quando todos tiverem deixado o cenário acadêmico para circular pelo cenário profissional e empresarial.
Em seu livro "Dia de Mudança", você fala da possibilidade de grandes empreendedores alcançaram o sucesso nos negócios a partir de um hobby. Como uma atividade que começa sem maiores pretensões, pode crescer e virar um grande negócio?
Mario Persona - Pessoas que fazem o que gostam de fazer costumam fazer bem feito. E ontem mesmo ouvi um amigo dizer que ele acredita que isso seja até o segredo da longevidade de alguns profissionais e empresários que continuam na ativa com mais de oitenta anos de idade. Um hobby é algo que você tem tanto prazer em fazer que já nem considera aquilo como trabalho.
Eu, por exemplo, tenho meu melhor momento quanto termino de escrever uma crônica. É um prazer muito parecido ao que eu tinha quando terminava um quadro no tempo em que desenhava e pintava. O mesmo acontece com uma palestra, um curso, um treinamento. Eu não trabalho, eu me divirto.
É claro que para chegar a ponto de poder trabalhar fazendo o que gosto - ensinar, escrever, ler e traduzir - precisei engolir muitos sapos em diferentes carreiras, empregos e profissões nem sempre fáceis de digerir. Mas hoje toda essa experiência serve de matéria prima para o trabalho que desenvolvo. Muita gente conseguiu isso, foi capaz de transformar seu hobby em profissão, ou fazer de sua profissão um hobby.
O problema é que às vezes interpretamos mal o conceito de hobby e achamos que isso só deve ser aplicado ao colecionador de selos, ao aeromodelista ou à bailarina, que abrem sua loja de selos, aeromodelos ou curso de dança. Uma pessoa que adora carros e abre uma oficina mecânica está transformando seu hobby em profissão. Conheço uma contabilista que adora números, coisa que odeio. É o hobby dela, jamais seria o meu.
A ressalva que faço em meu livro está relacionada ao problema da maioria dos hobbistas que, por não fazerem aquilo por dinheiro, acabam levando para a profissão a mesma idéia liberal e se dão mal. É preciso separar muito bem as coisas e saber administrar o hobby como negócio na hora em que o primeiro se transforma no segundo.
Você acredita que quando se abre um negócio pensando apenas em ganhar muito dinheiro e com muita ambição em jogo é possível prosperar? Por quê?
Mario Persona - É difícil afirmar isso, pois não basta ser ambicioso para progredir e vencer em um negócio ou profissão. Há pessoas que se acham ambiciosas, mas cuja ambição não passa de inveja. A ambição de ter ou ser pode cegar aquele que não percebeu que só se chega a algum lugar fazendo, e não apenas pensando positivamente em prosperidade ou sendo ambicioso. Não sei se foi Thomas Edison ou Einstein quem disse que um gênio é 1% inspiração e 99% transpiração, ou algo assim. Eu concordo.
Qual é o valor da educação no empreendedorismo?
Mario Persona - Educação simplesmente não transforma alguém em um empreendedor. Pessoas empreendedoras são pessoas com iniciativa. O empreendedor é aquele que percebe que a lâmpada está queimada e providencia a troca, joga no lixo a casca de banana que alguém deixou na calçada porque sabe que vai causar um acidente ou aprendeu que dinheiro não é para gastar, é para investir. Estas são apenas algumas qualidades de um empreendedor.
A educação, evidentemente, irá ajudá-lo a refinar suas qualidades, mas não será capaz de torná-lo um empreendedor, pois isso depende de atitude. Muitos grandes empreendedores jamais passaram do primeiro grau e hoje empregam doutores em seu rol de funcionários. É importante estudar, mas é muito mais importante saber usar na prática aquilo que você aprendeu, na escola e fora dela.
Você faz palestras em empresas com a finalidade de manter os profissionais bem informados e capazes de vencer a concorrência em um mercado cada vez mais competitivo. Quais os pontos principais que o escritor, consultor e estrategista Mario Persona aborda em suas palestras, seminários e workshops?
Mario Persona - Procuro trabalhar bastante a questão do comportamento, e isso relacionado ao tema da palestra ou do workshop, que pode ser vendas, estratégia, comunicação, criatividade etc. Quando aprendemos a nos comportar e a ler comportamentos damos um grande passo na aplicação daquilo que aprendemos de diversas fontes.
Dois dos pontos que considero os mais importantes para qualquer profissional ou empresa é comunicação e marketing. Tudo, em todas as profissões, gira em torno dessas duas áreas, além da especialidade propriamente dita. Um médico pode ser um gênio, mas se não souber comunicar sua genialidade ou identificar e atender as necessidades e expectativas de seus clientes, jamais sairá da estaca zero. Sua medicina não passará de uma era linha digitada em seu currículo.
Em seu site é possível encontrar crônicas que abordam os mais diferentes temas. Você acredita que a Internet seja um grande aliado na valorização da comunicação escrita?
Mario Persona - Eu não estaria atuando hoje da forma como atuo, não teria os livros que tenho e nem minha agenda ficaria como tem ficado se não fosse a Internet. E na Internet minha grande ferramenta de comunicação são meus textos. Ainda que alguém alegue que o futuro é dos vídeos, alguém precisa escrever o que vai ser dito ali. Mas, para poder dominar a Internet eu precisei vencer muitos paradigmas e derrubar preconceitos que tinha contra as novas tecnologias.
Usar o computador na década de oitenta foi meu primeiro grande desafio, já que odiava aquilo. Para entender aqueles sistemas operacionais e programas antigos era preciso uma boa dose de lógica, e nunca fui muito amigo da lógica ou da racionalidade. Foi só quando fiz do computador um hobby que consegui domesticá-lo e utilizá-lo para meu benefício. A Internet veio como conseqüência disso e estive entre os pioneiros no Brasil no uso da Internet para contar minhas histórias.
Hoje ainda encontro pessoas da minha geração que são resistentes às novas tecnologias, mas isso não me assombra tanto quanto encontrar jovens cuja familiaridade com novas tecnologias não passa do celular. É importante ser amigo da tecnologia, estar familiarizado com ela. Você não precisa saber para que servem todos os botões de seu controle remoto, mas é preciso saber usar bem os botões que servem para você.
Lemos muito sobre planejamento estratégico no que tange as corporações. E planejamento estratégico pessoal, você acredita que seja um processo para a construção de um futuro?
Mario Persona - Planejamento não é algo estático, mas dinâmico. E esse dinamismo vai aumentar cada vez mais à medida que o progresso continuar a nos surpreender. Em 1978, quando saí da faculdade, eu jamais poderia pensar que iria fazer o que faço hoje, e muito menos com as ferramentas que utilizo. Portanto, um planejamento estratégico pessoal ou de carreira de longo prazo naquela época teria sido fútil. Antigamente as empresas tinham planejamento de dez anos, depois de cinco anos, de três... Hoje muitas não têm certeza se daqui a algum ano estarão fazendo o que fazem hoje, tamanha a velocidade das mudanças.
Acredito, sim, que seja preciso ter alguma meta em mente, mas o caminho até lá, ou mesmo a própria meta, precisa ser flexível o suficiente para você ir corrigindo sua rota ao logo do tempo, ou até dar saltos em direções jamais sonhadas. Hoje o profissional precisa ter visão; um mapa muito detalhado pode até atrapalhar. Muita gente já bateu o carro tentando ler o mapa e dirigir ao mesmo tempo. Do jeito que as coisas andam, um binóculo pode ser mais útil do que um mapa.Entrevista concedida ao portal eMiolo em 13/11/2007 para uma matéria sobre planejamento de carreira, marketing pessoal e empreendedorismo.
Entrevistas como esta costumam ser feitas para a elaboração de matérias, portanto nem tudo acaba publicado. Eventualmente são aproveitadas apenas algumas frases a título de declarações do entrevistado. Para não perder o que disse na hora e posso nunca mais conseguir dizer, costumo gravar ou dar entrevistas por escrito. A íntegra do que foi falado você encontra aqui. Se achar que este texto pode ajudar alguém, use o formulário abaixo para enviar.
Mario Persona é consultor, escritor e palestrante.
Fonte: www.mariopersona.com.br
domingo, 14 de agosto de 2011
Dormir alimenta, não engorda e faz bem.
É um total contra-senso o fato de que, num mundo em que cerca de 16 a 40% das pessoas em geral sofrem de insônia, haja aquelas que, iludidas pelos valores da sociedade industrial, esforçam-se por reduzir o número de horas de sono diário. Com isso acreditam, provavelmente, que um corpo "treinado" para dormir menos nos permita ampliar o número de "horas úteis" do dia, mantendo o mesmo desempenho.
Pura ilusão ou, mais provavelmente, uma boa dose de ignorância sobre a importância que o sono tem no funcionamento de nosso corpo e da nossa mente.
Dormir não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico: durante o sono ocorrem vários processos metabólicos que, se alterados, podem afetar o equilíbrio de todo o organismo a curto, médio e, mesmo, a longo prazo. Estudos provam que quem dorme menos do que o necessário tem menor vigor físico, envelhece mais precocemente, está mais propenso a infecções, à obesidade, à hipertensão e ao diabetes .
Alguns fatos comprovados por pesquisas podem nos dar uma idéia da importância que tem o sono no nosso desempenho físico e mental. Por exemplo, num estudo realizado pela Universidade de Stanford, EUA, indivíduos que não dormiam há 19 horas foram submetidos a testes de atenção. Constatou-se que eles cometeram mais erros do que pessoas com 0,8 g de álcool no sangue - quantidade equivalente a três doses de uísque. Igualmente, tomografias computadorizadas do cérebro de jovens privados de sono mostram redução do metabolismo nas regiões frontais (responsáveis pela capacidade de planejar e de executar tarefas) e no cerebelo (responsável pela coordenação motora). Esse processo leva a dificuldades na capacidade de acumular conhecimento e alterações do humor, comprometendo a criatividade, a atenção, a memória e o equilíbrio.
O sono e os hormônios
A longo prazo, a privação do sono pode comprometer seriamente a saúde, uma vez que é durante o sono que são produzidos alguns hormônios que desempenham papéis vitais no funcionamento de nosso organismo. Por exemplo, o pico de produção do hormônio do crescimento (também conhecido como GH, de sua sigla em inglês, Growth Hormone) ocorre durante a primeira fase do sono profundo, aproximadamente meia hora após uma pessoa dormir.
As Fases do Sono
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Qual é o papel do GH? Entre outras funções, ele ajuda a manter o tônus muscular, evita o acúmulo de gordura, melhora o desempenho físico e combate a osteoporose. Estudos provam que pessoas que dormem pouco reduzem o tempo de sono profundo e, em conseqüência, a fabricação do hormônio do crescimento.
A leptina, hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade, também é secretada durante o sono. Pessoas que permanecem acordadas por períodos superiores ao recomendado produzem menores quantidades de leptina. Resultado: o corpo sente necessidade de ingerir maiores quantidades de carboidratos.
Com a redução das horas de sono, a probabilidade de desenvolver diabetes também aumenta. A falta de sono inibe a produção de insulina (hormônio que retira o açúcar do sangue) pelo pâncreas, além de elevar a quantidade de cortisol, o hormônio do estresse, que tem efeitos contrários aos da insulina, fazendo com que se eleve a taxa de glicose (açúcar) no sangue, o que pode levar a um estado pré-diabético ou, mesmo, ao diabetes propriamente dito. Num estudo, homens que dormiram apenas quatro horas por noite, durante uma semana, passaram a apresentar intolerância à glicose (estado pré-diabético).
Mas qual é a quantidade ideal de horas de sono? Embora essa necessidade seja uma característica individual, a média da população adulta necessita de 7 a 8 horas de sono diárias. Falando em crianças, é especialmente importante que seja respeitado um período de 9 a 11 horas de sono, uma vez que, quando elas não dormem o suficiente, ficam irritadiças, além de terem comprometimento de seu crescimento (devido ao problema já mencionado sobre a diminuição do hormônio do crescimento), do aprendizado e da concentração.
É na escola que os primeiros sintomas da falta de sono são percebidos. O desempenho cai e a criança pode até ser equivocadamente diagnosticada como hiperativa, em função da irritabilidade e de sua dificuldade de concentração, conseqüentes da falta do sono necessário. É no sono REM, quando acontecem os sonhos, que as coisas que foram aprendidas durante o dia são processadas e armazenadas. Se alguém, adulto ou criança, dorme menos que o necessário, sua memória de curto prazo não é adequadamente processada e a pessoa não consegue transformar em conhecimento aquilo que foi aprendido. Em outras palavras: se alguém - adulto ou criança - não dorme o tempo necessário, tem muita dificuldade para aprender coisas novas.
Riscos provocados pela falta de sono a curto prazo: cansaço e sonolência durante o dia, irritabilidade, alterações repentinas de humor, perda da memória de fatos recentes, comprometimento da criatividade, redução da capacidade de planejar e executar, lentidão do raciocínio, desatenção e dificuldade de concentração.
Riscos provocados pela falta de sono a longo prazo: falta de vigor físico, envelhecimento precoce, diminuição do tônus muscular, comprometimento do sistema imunológico, tendência a desenvolver obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e gastro-intestinais e perda crônica da memória.
Conselhos para Dormir Melhor
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Por: Dra. Regeane Trabulsi Cronfli
Fonte:http://www.cerebromente.org.br/n16/opiniao/dormir-bem1.html
Fonte da imagem: http://veja.abril.com.br/blog
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Fazer sexo: bem-estar físico e mental
Além de uma alimentação moderada, praticar exercício físico, cortar os vícios, ter uma vida sexual regular traz beneficios que voce nem imagina.
O sexo faz bem à saúde! Diversas pesquisas comprovam esta realidade, camuflada durante tanto tempo, mas que agora faz parte do nosso quotidiano.
O sexo faz bem à saúde! Diversas pesquisas comprovam esta realidade, camuflada durante tanto tempo, mas que agora faz parte do nosso quotidiano.
O sexo faz bem a qualquer pessoa. A prática sexual tem a capacidade de deixar as pessoas mais tolerantes, abertas, bem dispostas, garantindo assim uma vida mais equilibrada e menos estressante. Algumas pessoas acreditam mesmo que ter relações sexuais mais do que 3 vezes por semana pode mesmo ser a chave para que a vida humana seja prolongada, embora esta ideia não esteja ainda confirmada. Que o sexo faz bem à saúde isso é uma certeza, agora se ele é o elixir do prolongamento da vida isso é apenas uma probabilidade.
O fato da pessoa viver sem sexo trás as suas desvantagens. Uma vida sexual inativa origina neuroses, uma grande dificuldade em aceitar novos desafios, e uma menor qualidade de vida. As emoções que o orgasmo é capaz de proporcionar são extremamente importantes para o equilíbrio do seu organismo, rejuvenescendo toda a componente psicológica e interna da pessoa, criando assim uma sensação de bem estar .
Por isso, ter relações sexuais é agora a receita principal para melhorar a qualidade de vida de qualquer pessoa. Não é caro, é realizado, preferencialmente, com amor, não trás consequências contrárias àquelas que se inserem na conduta de uma vida saudável, e não tem horas para ser realizado. O sexo deve ser, por isso, algo feito com prazer, sem medos, receios, ansiedades, por forma a que tudo esteja na perfeição para ambos os lados.
Fale com o seu parceiro, e não tenha problemas em dizer-lhe do que não gosta e aquilo que mais prazer lhe dá. Compartilhem experiências, sensações inéditas, agradáveis. Não tenha pudor ou receios de qualquer tipo. Crie ambientes especiais para o sexo, conversem bastante, e dialoguem sobre tudo.
O sexo faz bem à saúde, mas apenas quando ele é uma experiência boa para ambas as pessoas envolvidas! Se por trás desse envolvimento o clima é estranho, possessivo, de desconfiança, com discussões e atritos, então o mais certo é que na fase posterior à relação sexual o seu estado psicológico não seja o melhor. Ainda assim, os benefícios do sexo são mantidos.
Fale com o seu parceiro, e não tenha problemas em dizer-lhe do que não gosta e aquilo que mais prazer lhe dá. Compartilhem experiências, sensações inéditas, agradáveis. Não tenha pudor ou receios de qualquer tipo. Crie ambientes especiais para o sexo, conversem bastante, e dialoguem sobre tudo.
O sexo faz bem à saúde, mas apenas quando ele é uma experiência boa para ambas as pessoas envolvidas! Se por trás desse envolvimento o clima é estranho, possessivo, de desconfiança, com discussões e atritos, então o mais certo é que na fase posterior à relação sexual o seu estado psicológico não seja o melhor. Ainda assim, os benefícios do sexo são mantidos.
FOnte da imagem: http://1.bp.blogspot.com
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Você já sorriu hoje? Sorrir faz bem a saúde!
Está comprovado que bom humor e otimismo vacinam nosso corpo contra todo tipo de doença. O funcionamento do corpo melhora e várias dores diminuem visivelmente.
Quem sorri estimula o cérebro a liberar endorfina e serotonina — substâncias responsáveis pela sensação de prazer e felicidade. Essas substâncias proporcionam uma sensação de leveza e bem-estar, além de ativarem o sistema imunológico. Essa imunização ajuda a prevenir, principalmente, doenças ocasionadas por elevado grau de estresse.
O sorriso combate a depressão e o estresse, diminui a pressão arterial, melhora a digestão, desintoxica o organismo, espanta a dor e até deixa a pele mais bonita. Além disso, se você está sempre sorrindo, as pessoas irão querer sempre ficar perto de você e sua convivência social será muito favorecida.
Sorrir é um remédio sem efeitos colaterais; não precisa de prescrição e é de graça. Por isso, pare de franzir a testa e solte uma boa gargalhada sempre que possível que os benefícios virão.
O que acontece quando sentimos raiva?
Quando sentimos raiva, nosso corpo responde liberando dois hormônios que enfraquecem o sistema imunológico: estradiol e adrenalina. Portanto, quem sente raiva está sujeito ao surgimento de doenças ou ao atraso na recuperação de doenças já existentes. É praticamente impossível eliminar todos seus momentos de raiva. Por isso, o importante é estar consciente para que estes momentos sejam cada vez menos freqüentes e duradouros no seu dia-a-dia.
Cultivar o bom humor deve ser uma filosofia de vida para todos. Você deve reconhecer as emoções boas ou más e respeitá-las. Mudar a forma de olhar para a vida não é fácil, mas é bastante possível com treinamento.
Por exemplo, se você se encontra em um congestionamento de trânsito… vale a pena perder a cabeça? É claro que não! Tente sempre olhar o lado positivo das coisas. Por que não tirar este tempo para ouvir música, conversar, ou pensar e fazer planos? Sempre procurar o lado positivo das coisas pode parecer um conselho simples demais, mas tente fazê-lo e veja como todo o mundo ao seu redor se modifica.
Cuide do seu bem-estar
Esteja mais atento às coisas simples da vida: dormir melhor, caminhar em uma praça, estar com os amigos. Cuide bem de seu corpo e mente para ter bem-estar e auto-estima. Procure sempre se conhecer para saber o que lhe dá mais prazer. Tudo isso leva naturalmente ao sorriso.
Incorpore o bom humor no seu dia-a-dia. Vista-se de sorrisos e abrace o mundo com toda a sua atenção e delicadeza.
E você já sorriu hoje?
Fonte da imagem:http://1.belezaesaude.simplusmedia.com
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Desemprego: Como fica a sua ansiedade e auto estima ?
Vivemos tempos conturbados, em que por diversos motivos a pressão da mão de obra barata das economias emergentes afetado a empregabilidade de algumas economias. Não perder o emprego passou a ser uma das maiores preocupações das pessoas, mas por vezes as circunstâncias não permitem que mantenha a tão desejada estabilidade profissional. Perder o emprego pode trazer algumas consequências nefastas além da questão financeira, a autoconfiança sofre um abalo quando se deparado com o desemprego na sua vida. Como será a sua vida após perder o emprego ? Como fica a sua vida pessoal e familiar? Como lidar com a ansiedade?
Perder o posto de trabalho sem ter qualquer culpa provoca uma quantidade enorme de stress e ansiedade, podendo ser comparado a um divórcio, a morte de um familiar chegado ou mesmo ir para a cadeia. É uma das situação mais estressantes que uma pessoa pode ser submetida , nem todos sentem o mesmo nem reagem da mesma forma, isso porque a autoconfiança varia de pessoa para pessoa.
Perder o posto de trabalho sem ter qualquer culpa provoca uma quantidade enorme de stress e ansiedade, podendo ser comparado a um divórcio, a morte de um familiar chegado ou mesmo ir para a cadeia. É uma das situação mais estressantes que uma pessoa pode ser submetida , nem todos sentem o mesmo nem reagem da mesma forma, isso porque a autoconfiança varia de pessoa para pessoa.
As pessoas que fazem parte da vida de quem perdeu o trabalho e agora se encontra no desemprego, não entendem o turbilhão de emoções, sentimentos e pensamentos que de um momento para o outro passam a fazer parte daquela pessoa.
A sua dor é real, a ansiedade que sente neste momento é real, não a negue, perder o emprego deixa um vazio enorme. É uma situação que pode ser comparada ao luto, o seu trabalho foi sem dúvida uma grande parte de si, por vezes misturando a sua identidade pessoal com o seu trabalho que desempenhava, “Olá, eu sou web designer…” é um dos exemplos de como se passa a identificar com o seu trabalho.
A sua dor é real, a ansiedade que sente neste momento é real, não a negue, perder o emprego deixa um vazio enorme. É uma situação que pode ser comparada ao luto, o seu trabalho foi sem dúvida uma grande parte de si, por vezes misturando a sua identidade pessoal com o seu trabalho que desempenhava, “Olá, eu sou web designer…” é um dos exemplos de como se passa a identificar com o seu trabalho.
Procurar emprego, o regresso ao trabalho
Quando se sentir preparado para regressar ao mercado de trabalho, e esse momento irá chegar, comece a registrar as suas capacidades técnicas e profissionais adquiridas ao longo da sua vida profissional. Depois de colocar no papel todas as valias que adquiriu analise se existe alguma coisa que precise aprender ou melhorar para voltar mais fortalecido num novo emprego.
Após começar a enviar currículos para várias empresas prepare-se para as perguntas das entrevistas de emprego e sem descurar a importância de causar um impacto positivo nas entrevistas de emprego lembre-se que é tão importante saber vender o seu conhecimento como a sua imagem, o seu marketing pessoal assenta tanto no que vale como na forma que utiliza para demonstrar o seu valor, não é apenas o conteúdo que conta, mentalize-se que uma boa apresentação aumenta de forma drástica as suas possibilidades de conseguir aquele emprego que tanto deseja.
Fonte da imagem: http://4.bp.blogspot.com
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Marketing Pessoal : Construindo sua marca
Há tempos que os conceitos de marketing vêm sendo aplicados na gestão de imagem e planejamento de carreira das pessoas. Aliás, acredito que esta é uma das tendências irreversíveis dentro da nova dinâmica vigente na sociedade moderna. É comum ouvirmos a expressão: “Somos todos vendedores”. E para triunfar no jogo do universo corporativo é necessário antes de tudo vender a nós mesmos.
A proposta deste ensaio é levar você a compreender que uma marca não nasce, mas sim é construída. E que uma marca pessoal é conseqüência de um processo de diferenciação.
O que é Marketing Pessoal?
Marketing pode ser definido como um conjunto de estratégias e ações visando promover o lançamento, desenvolvimento e sustentação de um produto ou serviço no mercado consumidor. Transitando este conceito para o Marketing Pessoal, podemos ressaltar que seu objetivo é aumentar a aceitação e fortalecer a imagem de uma pessoa pelo público em geral ou por determinado segmento deste público.
O Marketing Pessoal significa projetar uma imagem de marca em relação a você mesmo, como se voce fosse produto ou serviço.
Quer fazer um teste rápido sobre o estágio atual de sua imagem de marca? Pergunte-se: “O que as pessoas pensam de mim ? Será que você é reconhecido, notado em meio à multidão? Que tipo de sentimento é aflorado nas pessoas ao ouvirem falar de seu nome ou ao encontrarem você em um ambiente qualquer?
O especialista em marcas Jaime Troiano pontua: “Uma marca é a criação de um conjunto organizado de percepções (plano cognitivo) e sentimentos (plano emocional) que faz com que um determinado produto ou serviço seja mais do que apenas diferente de seus competidores. Seja único e indispensável”.
Queremos auxiliá-lo a criar a marca “Você S/A”. Transformar o self atual (como você é) no self ideal (como você deseja ser). Assim, o tutorial a seguir não tem a pretensão de ser uma cartilha régia, mas um guia em sua trajetória na elaboração de sua marca pessoal.
O publicitário Chuck Lieppe dizia: “Aparentar ter competência é tão importante quanto a própria competência”.
De fato, o aspecto externo é o primeiro que observamos. Comprando frutas, selecionamos aquelas que nos parecem mais belas e viçosas. Num evento social, disparamos olhares àqueles com trajes e cortes de cabelo atraentes. Ao planejar uma viagem, escolhemos como destino uma localidade cuja paisagem nos faça brilhar os olhos, seja ela bucólica, dotada de rios ou dunas ou florestas; seja ela ‘urbanóide’, repleta de luzes, cores e sons tecnologicamente pulsantes.
A embalagem é o princípio de tudo. E você nunca terá uma segunda oportunidade de causar uma primeira boa impressão. Para tanto, você deverá contemplar os seguintes aspectos:
a) Aparência: banho tomado, cabelo cortado, unhas aparadas, dentes escovados. Parece óbvio demais, mas há quem negligencie isso. Estes eventos, por mais elementares que sejam, representam o ponto de partida da construção de sua imagem.
b) Trajes: para cada ambiente, uma vestimenta apropriada. Da mesma forma como você não irá à praia calçando sapatos sociais, um bom terno ou tailler é a melhor recomendação para o dia-a-dia no trabalho. Combinar cores e tecidos é menos complicado do que possa parecer. Além disso, você deve priorizar o conforto e a praticidade. Roupas adequadas podem compensar uma baixa estatura, disfarçar um excesso de peso. E muito cuidado com o casual day, aquelas sextas-feiras insanas nas quais muita gente se revela de forma comprometedora.
c) Acessórios: anéis, correntes, brincos, pulseiras, enfim, acessórios diversos, são permitidos desde que utilizados de forma regrada. É importante também acompanhar o bom senso da moda. Abotoaduras para os rapazes, apenas em ocasiões especiais, o mesmo se aplicando para as mulheres em relação a jóias. E muita atenção com cosméticos. Há quem use perfume de maneira a ter sua presença reconhecida num ambiente pelo rastro de aromas (ou odores...) que deixa no ar.
d) Etiqueta: edificar uma marca demanda estudo. Por isso, atente para a necessidade de adquirir um bom livro com regras de etiqueta social. Afinal, haverá ocasião na qual você será apresentado a tantos talheres e copos que suas mãos e boca ficarão em dúvida sobre por onde começar. Há profissionais de grande competência no mercado capazes de lhe ensinar as normas da boa etiqueta que, a propósito, não se aplicam exclusivamente às refeições, é claro. Enquanto conferencista, por exemplo, é importante que você saiba como compor a mesa de um cerimonial e como homenagear aos presentes, com base na hierarquia.
e) Postura: cabeça inclinada, ombros arqueados, tronco curvado... Onde você pensa que vai assim? Qual percepção pretende conferir àqueles que o encontram? Seria você alguém derrotado e infeliz? Uma postura elegante ao assentar-se e ao caminhar demonstra altivez, autoconfiança e independência, além de contribuir com sua própria saúde.
f) Vocabulário: a menos que suas pretensões restrinjam-se à exposição na mídia como modelo fotográfico, o que convenhamos é acessível a poucos, você invariavelmente terá que abrir a boca para sedimentar sua imagem. Neste momento, pronunciar “menas", “poblema” e seus derivados, será suficiente para destruir toda a credibilidade que foi sendo erguida nos passos anteriores. Nunca é tarde para se aprender nosso idioma. Basta estudar um pouco e ler muito – jornais, revistas, livros, gibis e bulas de remédio. Desta forma, você ampliará seu vocabulário, ganhando maior versatilidade para falar em público. É importante também salientar que igual preocupação deve-se ter com a escrita. Redigir um bilhete grafando “essessão" ou “quizer”, entre outras pérolas, deveria ser salvo-conduto para uma demissão por justa causa na empresa ou a precipitação de um divórcio no lar.
g) Saúde: embora esteja sendo considerada ao final, é o aspecto mais fundamental a ser observado. E isso tanto em termos de marketing pessoal quanto de qualidade de vida. Demonstrar estar saudável, mais do que apenas parecer bem, constitui-se na chave-de-ouro que sela o primeiro passo do processo de construção de uma marca pessoal. E uma vida saudável implica em sono reparador, alimentação balanceada e prática regular de esportes, entre outros aspectos.
Muito bem. Você seguiu à risca o tutorial de fabricação de uma embalagem bonita, vistosa e atraente. E embora o design seja determinante, se o que estiver por dentro não respaldar a expectativa criada, você seguramente deixará de se estabelecer. Pior, poderá ser tido como impostor, a ponto de perder por completo a reputação pela qual tanto lutou. E você sabe que credibilidade é algo que leva anos para se edificar e que se perde em instantes...
É claro que o caráter é mais importante que a reputação, pois o primeiro simboliza o que você realmente é, enquanto o segundo remete àquilo que os outros pensam a seu respeito. Esta é uma verdade incontestável, muito bem expressa pela frase de Montaigne que prefacia este artigo. Mas estamos trabalhando para arquitetar uma imagem capaz de ser admirada pelos demais. E melhor será que isso ocorra espontaneamente, como conseqüência da pessoa que você demonstra ser com naturalidade.
Trabalhar o conteúdo significa cuidar dos seguintes pontos:
a) Formação: se você já tem um curso superior, faça uma especialização ou uma pós-graduação. Por outro lado, se você ainda não cursou uma faculdade, matricule-se com urgência em uma. Pouco importa o nome da instituição, sua tradição e toda a retórica que a cerca. Esteja certo de que é você quem tornará seu curso uma experiência indescritível ou um exemplo de mediocridade. Assista às aulas, empenhe-se na realização dos trabalhos em grupo e individuais, questione seus professores. E se os estudos foram interrompidos ainda no ensino fundamental, evite lamentar-se. Trabalhe para recuperar o tempo perdido. Faça um supletivo, estude nos momentos mais singulares, tais como dentro de um ônibus ou metrô, e quando estiver numa fila de banco. Lembre-se de que sua formação será dada menos pelo pedaço de papel emoldurado que você pendurar na parede, e mais pelos livros que você ler, as pessoas que conhecer e os debates dos quais participar.
b) Currículo: aprenda a redigir um currículo personalizado. Nada de números de documentos diversos e relação de palestras infrutíferas das quais você participou só para conquistar um certificado. Seu currículo deve ser objetivo, capaz de ilustrar em no máximo duas páginas o profissional que você é. Disponibilize um telefone e e-mail para contato. Evidencie com letras destacadas seu objetivo profissional. Você precisa declarar ao mundo o que sabe e quer fazer. Apresente sua formação mais recente, ou seja, nada de relacionar onde fez o curso primário e cursos extracurriculares dispensáveis. Fale de sua trajetória profissional, as empresas por onde passou, mencionando o porte de cada uma delas. Comente suas realizações procurando, sempre que possível, quantificá-las. Finalize informando sobre suas aptidões com idiomas e os hobbies que aprecia – um pouco de intimidade e humanismo também merece ser apresentado. E, por derradeiro, mantenha seu currículo sempre atualizado. Não é porque você encontra-se estável numa organização que a história de sua vida profissional deva ser estagnada. Ela está sendo escrita e é preciso que se registre isso para uma possível recolocação no futuro. Desconfie de sua memória.
c) Atitude: aqui estamos falando de competências como: iniciativa, comprometimento, ousadia, persistência, criatividade, planejamento, persuasão, liderança, autoconfiança. Todos as temos, mais ou menos desenvolvidas. O segredo está em se fazer um trabalho de auto-reflexão. Reforçar as atitudes que estão sendo praticadas e identificar aquelas que precisam de um upgrade.
d) Autenticidade e transparência: a melhor maneira de você conquistar a simpatia, confiança e admiração das pessoas é sendo exatamente quem você é. De nada adianta projetar uma estampa fantasiosa, máscara que cai diante da primeira adversidade. Pratique a naturalidade e abuse da transparência, porém sempre atento aos bastidores escusos nos corredores das organizações.
e) Resiliência: falamos da capacidade de superar adversidades. A postura resiliente deve ser incorporada ao seu estilo de vida e ao seu semblante. Dar aos problemas a dimensão que efetivamente devem ter. Ser flexível nos acordos, tolerante nas decisões, paciente com as respostas.
f) Ética: mais do que fazer a coisa certa, significa agir com congruência. Praticar o que se fala, dizer aquilo em que se acredita.
g) Positividade: símbolo de um estado de espírito elevado, cultivar um pensamento positivo é uma prática que se reflete no sorriso franco, no abraço acolhedor e no bom humor contagiante. É um jeito de viver que atrai quem nos cerca, gerando uma energia sem precedentes.
Não adianta fazer a melhor coisa do mundo se ninguém tomar conhecimento. É preciso comunicar e repercutir. Para construir uma marca, você precisa ser visto.
a) Logomarca: assim como os produtos são nomeados e apresentam uma marca que os identifica, desenvolva um símbolo ou sinal gráfico capaz de remeter mnemonicamente a você. Pode-se partir de uma grande expertise sua ou até de seu apelido.
b) Cartão de visita: pouco importa se você está trabalhando ou disponível no mercado. Você precisa ter um cartão de visitas. E, além de tê-lo, portá-lo, porque muitos esquecem seus cartões na gaveta do escritório, no porta-luvas do carro ou no bolso de outro blazer. Você pode ter um cartão corporativo e outro pessoal, por exemplo, esquivando-se do risco de perder a própria identidade, sendo chamado por “Fulano da empresa tal”. Mas a regra mais importante neste quesito é sobre como utilizar o cartão de visitas. Ofereça-o a seu interlocutor olhando-o nos olhos e peça o cartão dele. Leia o conteúdo do cartão, chame-o pelo nome para conferir maior proximidade ao diálogo e auxiliar você na memorização. Nunca dobre a ponta do cartão recebido. Concluído o diálogo, faça anotações discretas no cartão recebido que o ajudem a lembrar-se da pessoa posteriormente. E envie-lhe um e-mail no dia seguinte externando seu prazer em tê-la conhecido. Mas, por favor, evite tornar mecânico este processo, colocando prazer e sentimento nesta singela ação de troca de cartões.
c) Website: para ser visto – e achado – em tempos modernos, impossível dar as costas para a internet. Por isso, é imprescindível manter um site pessoal. Pode ser um blog, também, mas o site transmite um conceito de maior perenidade, pois os blogs têm como característica original o fato de serem formatados para funcionar como um diário eletrônico. Registre um domínio www com o seu nome. O investimento é ridículo. Basta pagar a anuidade da Fapesp, pouco superior a dez dólares. Depois, vá elaborando seu site aos poucos, incrementando seu conteúdo. Insira seu currículo, suas experiências profissionais, artigos que tenha escrito, links para outros portais. Enfim, faça de seu site um ambiente que possa tornar-se um ponto de encontro, ou até uma comunidade.
d) E-mail: procure ter uma única conta de e-mail. Com sinceridade, parece-me incompreensível como algumas pessoas criam e-mails em todos os provedores gratuitos como se aquilo fosse sinônimo de status. O gerenciamento de muitas contas torna-se difícil e inócuo. E, o pior, você dificulta a memorização de seu endereço pelos outros. Assim, bastam duas contas, no máximo: uma de caráter pessoal e outra corporativa. E aproveite para programar seu correio eletrônico para inserir uma assinatura nas mensagens que enviar. Nada mais desagradável do que receber um e-mail dentre as dezenas de mensagens que circulam diariamente, a maioria delas meros spams, sem conseguir identificar o destinatário.
e) Artigos: se você tem facilidade em escrever promova este talento. Desenvolva artigos versando sobre temas de seu conhecimento e relacionados à sua profissão. E publique-os. Primeiro, na internet – são inúmeros os portais que receberão com prazer sua contribuição. Mais adiante, você poderá buscar a mídia impressa – jornais e revistas – como veículos de divulgação de suas idéias. Procure escrever artigos curtos, que facilitem a leitura, e tenha muito cuidado com o idioma. Coesão e coerência textuais, ortografia e acentuação corretas, é o mínimo que os editores irão lhe solicitar – e seus leitores também.
f) Eventos: a regra agora é circular para ser visto. Participe de eventos os mais diversos. Coquetéis de lançamento de livros, palestras e seminários, vernissages. E leve consigo seu cartão de visitas.
Uma marca, para ser lembrada, precisa ser repetida. Por isso, você deve reunir um nome curto, associado a uma logomarca e facilitar sua percepção para as pessoas.
A rigor, inexiste nome difícil, mas nome pouco pronunciado. De qualquer forma, se você está no estágio inicial de construção de sua marca, considere até mesmo a possibilidade de atuar com um pseudônimo. E priorize nomes formados por apenas duas palavras. Assim, “José Maria da Silva” deverá optar por ser chamado de “José Maria” ou “José da Silva”. Isso facilita a memorização e a identidade visual. E tome cuidado com homônimos!
Hora de colocar o bloco na rua! Você deve virar notícia – evidentemente não das páginas policiais. Neste momento, a publicação de artigos e participação em eventos, conforme relatados no estágio da visibilidade, são instrumentos certeiros.
Este também é o momento de você reforçar sua comunicação. Pessoas marcantes são, por natureza, bons contadores de estórias. Não estamos falando de estórias da carochinha, mas de vivências, experiências, aprendizados.
Face ao exposto, considere com seriedade investir em um curso de expressão verbal e corporal. Estudos indicam que falar em público oferece mais medo às pessoas do que a própria morte...
Por fim, coloque a palavra networking em seu vocabulário e em sua agenda. Aumente sua rede de relacionamentos para além dos limites de seu bairro e de seus domínios na empresa. Há pessoas interessantes esperando por conhecer você seja numa fila de cinema ou numa mesa de bar.
Seguindo todos os passos anteriores você ainda correrá um risco: o de ser notado como somente mais um player, mais uma marca dentre tantas disponíveis no mercado. Por isso, você precisa se diferenciar. Praticar o que a teoria econômica chama de concorrência monopolística. Desenvolver um estilo próprio, fazer as coisas de forma diferente e, assim, tornar-se único, exclusivo, admirado e presente no coração e na mente das pessoas.
À luz deste conceito, observe como estamos o tempo todo exercendo a concorrência monopolística em nossas vidas. A começar pela vitória do espermatozóide tenaz que, dotado de agilidade, velocidade e preparo, no ato da fecundação, supera todos os demais concorrentes. Ao conquistar o par romântico, também nos fizemos notar em meio aos demais pretendentes. A oportunidade de emprego foi igualmente sancionada com êxito dentre outros postulantes ao cargo.
“Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...”.
O Pequeno Príncipe, de Exupéry, conhecia muito de concorrência monopolística quando cunhou a famosa expressão “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Por isso, abrir a porta do carro para a garota adentrá-lo torna o cavalheiro admirado. Por isso, o vendedor que procura descobrir a necessidade de seu cliente para depois lhe apresentar uma solução é preferível ao mero tirador de pedidos. Por isso, a empresa que identifica o desejo mais subliminar de seus consumidores pode dar-se ao luxo de vender o que produz ao invés de produzir o que se vende.
Mas, no jogo da diferenciação, que fique claro uma coisa. Não é a diferenciação tecnológica (baseada nas inovações), a qualitativa (sediada na adequação) ou a mercadológica (ancorada na força e glamour das marcas) que conferem perenidade às relações. O mundo está comoditizado. A comunicação está massificada. A única diferenciação sustentável ao longo do tempo é aquela baseada em pessoas. No brilho do olhar, na maciez da voz e no calor do toque, aspectos que máquina ou virtualidade alguma será capaz de reproduzir ou substituir.
Por: Tom Coelho
Fonte: http://www.profissionaldesucesso.com.br/EmpregabilidadeMarketingPessoal/tabid/1565/Default.aspx
Fonte das imagens:
http://2.bp.blogspot.com
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