quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Sol: a sua dose diária de saúde e bem-estar



Cada vez mais, temos nos deparado com trabalhos mostrando como o sol é importante para a saúde dos que vivem na terra. Filosoficamente, podemos dizer que a terra e todos os demais planetas deste sistema solar gravitam em torno do sol e que isto deve ter mais implicações do que apenas seu estudo pela astronomia.

Será que existe algum efeito do sol sobre nossos ossos? A resposta é: com certeza, sim. O sol é o grande responsável pela produção da vitamina D na pele, estimulada pelos raios ultravioleta. A vitamina D, por sua vez, é fundamental para absorver o cálcio do intestino, vindo da dieta ou da suplementação com comprimidos ou pó.

Este mecanismo funciona da seguinte maneira: precisamos de cálcio para nosso coração, músculos e nervos funcionarem e continuarmos vivos. Nosso organismo não produz cálcio. Este deve vir da dieta, ir para o intestino de onde é retirado sob influência da vitamina D e então ser jogado no sangue. O sangue deve ter uma quantidade mínima de cálcio, sendo capaz de distribuí-lo para todas as células que dele precisam para continuar sua atividade. Para manter este preciso e precioso mecanismo, a vitamina D tem que estar presente, ativada e em quantidade suficiente. É aí que entra o sol. Quando não há exposição adequada ao sol, não há produção de vitamina D, a absorção do cálcio ingerido é insuficiente, o cálcio no sangue fica abaixo do necessário, fazendo com que nosso corpo tenha que lançar mão de seu reservatório de cálcio para manter todo este processo novamente regulado.

O grande problema é que nosso reservatório de cálcio é o esqueleto ósseo. Pessoas que cronicamente tem pouca vitamina D ou baixa ingesta de cálcio acabam tendo que destruir o esqueleto para liberar o cálcio que está preso a ele e com isto permitir que continuemos vivos. Esta é uma das causas da osteoporose. Aumentamos a destruição das células e não formamos outras com a mesma velocidade. Isto vai deixando os ossos frágeis, podendo se quebrar com pequenos traumas. 

O sol e a vitamina D tem sido recentemente alvo de muitos estudos. Em um artigo recente, de fevereiro de 2010, no Journal of Investigative Dermatology, discute-se qual a qualidade e o tempo ideal da exposição ao sol. Esta publicação inglesa afirma que tomar o sol do meio-dia, no período do verão, durante alguns minutos, pode elevar o nível da vitamina D para suficiente, mas não para ótimo. 

A principal fonte de vitamina D de que dispomos vem através da produção na pele, estimulada pelos raios ultravioleta B do sol. A outra fonte seriam os alimentos, mas são muito poucos os que contêm esta importante vitamina.

Dependendo do local na terra e da estação do ano, os raios alteram sua incidência sobre a pele. Sabe-se que no inverno e em locais mais próximos aos pólos norte e sul a exposição é menos eficiente. Curiosamente, locais como o Brasil, no nordeste ou no sudeste, ocorre também esta alteração, diminuindo ou aumentando a quantidade de vitamina D. Já foram realizados trabalhos dosando a quantidade de vitamina D em nossa população e os dados mostram que a vitamina D na época do inverno é ainda mais baixa do que no verão. 

As autoridades de saúde do Reino Unido afirmam que uma exposição despretensiosa ao sol permite a produção adequada de vitamina D. Recomendam também que se limite este tempo de exposição a períodos curtos.

Para testar se esta orientação estava correta, os avaliadores calcularam qual seria o tempo necessário durante o inverno para que as pessoas tivessem uma exposição correspondente a 13 minutos do sol do verão. Expuseram então, 109 homens e mulheres a este período calculado, como se estivessem tomando o sol do meio-dia, três vezes por semana, durante 6 semanas. Os participantes usavam shorts e camisetas durante este “banho de sol” e não podiam usar protetor solar. 

O estudo foi realizado propositadamente durante os meses de inverno, justamente quando as pessoas recebem muito pouca vitamina D pela exposição ao sol. O objetivo era exatamente avaliar este período bem delimitado, deixando claro não haver interferência de nenhuma outra exposição. Todos os participantes tinham baixa ingesta de vitamina D e nenhum tomava suplemento. 

O nível de vitamina D colhido no sangue subiu de 18ng/ml para 28ng/ml ao final da experiência. Para situar estes valores, diz-se que 20 ng/mL ou mais é considerado suficiente, enquanto que 32 ng/mL ou mais é considerado ótimo!

Baseados nestes resultados, estes pesquisadores foram capazes de calcular que com esta exposição ao sol, 90 dos adultos brancos de Manchester, com idade inferior a 65 anos teriam níveis apenas suficientes de vitamina D, enquanto que 26 destas pessoas teriam o nível considerado ótimo.
Estes estudos não se aplicam às pessoas de pele mais escura, que necessitam de maior tempo de exposição, uma vez que seu tom de pele age como um bloqueador de sol natural.

Dependendo da latitude, o tempo médio de exposição ao sol para conseguir o mesmo efeito, nos Estados Unidos, poderia variar de 9 a 16 minutos.
Como conclusão, eles recomendam que sejam feitos programas educativos, orientando e promovendo a exposição ao sol, limitando o período para evitar queimaduras da pele. No entanto, pessoas com risco elevado de câncer de pele deveriam evitar esta exposição e fazer uso apenas de suplementação. 

Felizmente, hoje em dia, podemos prescrever cápsulas ou gotas de vitamina D (colecalciferol), que em pessoas normais é perfeitamente capaz de substituir o sol, evitando uma exposição nem sempre segura para grande parte da população.
Devemos estar atentos para que não falte vitamina D, quer pela exposição ao sol, quer pela ingesta de alguns produtos. Esta será uma das maneiras de prevenir a osteoporose.


Preste atenção para não se queimar pois o bronzeado já é um sinal de dano à sua pele causado pelo sol. E é um dano que se acumula, dia após dia, por toda a sua vida.






Efeitos benéficos
A luz do sol promove a síntese da vitamina D, necessária para fortalecer os ossos e evitar o raquitismo. Há também evidência de uma ligação entre exposição solar, produção aumentada de hormônios e melhora da disposição e do humor. Isto parece ter um papel importante na manutenção da saúde mental e dos ritmos circadianos. A privação prolongada de luz do sol, tal como ocorre em países do extremo norte durante o inverno, pode levar a distúrbios de ordem afetiva sazonal, caracterizado pela conhecida depressão nos invernos.



Efeitos maléficos
As alterações que ocorrem na sua pele pela exposição ao sol são: bronzeado, queimadura, sardas, reações de fotossensibilidade, imunossupressão, entre outras.
Essas alterações levam anos para se desenvolver e causam: rugas, manchas, perda de elasticidade e fotoenvelhecimento
Alterações graves como o câncer de pele podem ser letais e a maioria deles resulta de exposição excessiva à luz do sol. Os principais tipos são o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular, epidermóide ou escamoso, e o melanoma. O câncer de pele é completamente curável quando tratado em seus estágios mais precoces.

Todo mundo necessita se proteger do sol. Não importa a idade ou cor da pele.
O cuidado deve ser redobrado para quem tem a pele muito branca, olhos claros, cabelo vermelho, sardas, pessoas cuja pele se queima muito, mesmo com pouca exposição ao sol, bebês e crianças pequenas, pessoas com vitiligo, albinismo, porfirias, xeroderma pigmentoso, lupus eritematoso, eczema, rosácea e herpes simples.

Quando a pele é exposta à radiação ultravioleta, uma resposta da pele para se proteger tem início. As células chamadas de melanócitos, presentes na epiderme, produzem o pigmento melanina. Essa melanina pode absorver radiação UV e proteger a pele. Pessoas com pele mais escura têm a mesma quantidade de melanócitos que aqueles com pele clara, mas podem produzir mais melanina, o que lhes dá maior proteção.
Limite seu tempo no sol, apesar da hora ou estação. Evite pegar sol entre 10 da manhã e 4 da tarde, quando raios de sol são os mais fortes. Procure ficar na sombra.
Cubra-se com roupas apropriadas, chapéu e óculos escuros.
Protetor solar, filtro solar, fotoprotetor ou fotobloqueador
Use um protetor solar com fator de proteção solar (FPS) 15 ou mais alto sempre que você estiver ao ar livre, até mesmo para esperar um ônibus na rua. Ele pode reduzir a incidência da maioria dos tipos comuns de câncer de pele e diminuir o envelhecimento precoce da pele.
Escolha um protetor solar com ingredientes que bloqueiam tanto os raios ultravioleta B quanto os ultravioleta A. Quanto mais alto o número do FPS, maior a proteção contra o sol.
Se possível, aplique-o 15 a 30 minutos antes de sair ao sol e reaplique o protetor solar se você suar, nadar, ou pelo menos de 2 em 2 horas. Atenção particular deve ser dada à proteção das mãos, ombros, orelhas, pescoço, nariz, pés, lábios e a área em volta dos olhos. Evite contato com os olhos e pálpebras.

Os protetores solares não devem ser aplicados em bebês com menos de 6 meses.
Fique bem longe de dispositivos de bronzeamento artificial como camas, refletores ou lâmpadas, a radiação ultravioleta emitida por lâmpadas artificiais é muito mais intensa que a luz do sol natural. Pode haver queimadura, envelhecimento prematuro da pele, e com certeza haverá no futuro um maior risco de câncer de pele.
Preste particular atenção aos bebês e crianças
Proteja suas crianças e comece a lhes ensinar como se proteger do sol bem cedo na vida.
Proteja-se mesmo em dias nublados. As nuvens fornecem pouca proteção contra raios ultravioleta.

Proteja-se se você mora ou passa férias em latitudes mais perto ao equador, onde o sol é mais potente.
Quanto maior a altitude em relação ao nível do mar mais intensa a radiação ultravioleta.
Água, areia, concreto e neve estão altamente reflexivas e por isso a radiação alcança a pele até mesmo na sombra.
Reações de fotossensibilidade são reações anormais e exageradas à exposição ao sol. Alguns medicamentos como certos antialérgicos do tipo antihistamínicos, fenotiazidas, tetraciclinas, pílula anticoncepcional e barbitúricos, entre outros, podem fazer com que a pele fique mais suscetível a queimaduras ou provocar reações como erupções, vermelhidão e inchação da pele. Indivíduos com doenças como vitiligo, lupus eritematoso e herpes simples, ou recebendo radioterapia também podem ser ter maiores problemas após a exposição solar.
Alergias ao protetor solar são raras. Isto pode ser devido ao agente ativo do produto ou aos outros ingredientes do protetor solar, tais como fragrâncias e preservativos. Se você desenvolver uma erupção ou vermelhidão, tente um produto diferente. Se a reação for intensa, consulte seu dermatologista.


O sol e a pele do seu bebê
Proteger seu bebê do sol é o melhor investimento você pode fazer para o futuro dele.
Assim como você veste seu bebê convenientemente e limita o tempo no exterior quando está frio, você deveria fazer o mesmo e protegê-lo contra o sol.
Faça disto um hábito: examine regularmente sua pele e a de seu filho
A pele de seu bebê é mais vulnerável. A irritação se desenvolve nele mais facilmente, apesar de sua pele se curar mais rápido do que a pele mais velha.
Um bronzeado intenso pode causar desidratação, febre, desmaio, delírio, choque, pressão sangüínea perigosamente baixa e batida irregular do coração.
Em caso de bronzeamento intenso:
Para um bebê de menos de 1 ano, o bronzeado deveria ser tratado como uma emergência. Chame o médico imediatamente.
Para uma criança de mais de 1 ano, chame o médico se houver dor intensa, bolhas, letargia (moleza), ou febre acima de 38.3oC.

Tome os seguintes cuidados para aliviar o desconforto:
Dê água ou suco para repor líquidos, especialmente se sua criança está não urinando regularmente.
Dê acetominophen se a temperatura estiver acima de 101oF.
Aplique água em temperatura ambiente para refrescar a pele.
Loção hidratante ajuda a pele, mas aplique-a sem esfregar. Se o toque da pele for doloroso, evite aplicar a loção.
Loção de calamina pura pode ajudar, mas nunca use nada com anti-histamínico associado.
Não aplique álcool, que pode piorar a pele.
Não use qualquer creme com medicação, ex. hidrocortisona, benzocaína, a menos que o médico de seu bebê o prescreva.
Mantenha sua criança inteiramente fora do sol até que o bronzeado passe.

A maioria dos adultos não ensina às crianças como praticar uma boa proteção ao sol porque elas mesmas não estão realmente convencidas de que a exposição exagerada ao sol pode ser maléfica.
Seu médico pode ajudá-lo na prevenção, mostrando-lhe como examinar sua pele para a verificação de sinais de câncer de pele ou outros problemas. O apropriado cuidado com a pele também deveria incluir a avaliação periódica feita por um dermatologista, especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Dermatologistas são médicos especializados em pele. Eles recebem treinamento específico para lhe ajudar a proteger a pele sã e a tratar seus problemas e doenças de pele.




Fonte: site 
Sanofi Aventis 
http://www.dermato.med.br/dermatologia/sol/sol.htm





Fonte da imagem: 
http://guiadolitoral.uol.com.br
http://blogbulledebeaute.com/wp-content/uploads/2008/08/sol5.jpg



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